


“Conectados pelo Tejo, Unidos pela Saúde” é o lema do Plano Local de Saúde do Arco Ribeirinho 2030 (PLSAR) que foi apresentado, no dia 22 de setembro, numa sessão que reuniu representantes da saúde, autarquias, instituições e comunidade dos concelhos de Alcochete, Barreiro, Moita e Montijo. A sessão contou com a presença da Diretora-Geral da Saúde, Rita Sá Machado, da Vice-Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR LVT), Anabela Barata, dos representantes das Câmaras Municipais dos quatro concelhos, bem como de diversas entidades e parceiros institucionais.
Alinhado com o Plano Nacional de Saúde 2030 e com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), o PLSAR constitui um referencial estratégico para a promoção da saúde e do bem-estar da população do Arco Ribeirinho, definindo prioridades e linhas de intervenção para o território até 2030.
A apresentação do plano marcou também o culminar de um trabalho iniciado em 2024, com a elaboração do Perfil de Saúde do Arco Ribeirinho, que permitiu conhecer melhor a realidade dos quatro concelhos e identificar os principais problemas e necessidades de saúde, os seus determinantes e as oportunidades de intervenção. “O documento que aqui nos reúne resulta de um caminho que começou em 2024, com a elaboração de um Perfil de Saúde do Arco Ribeirinho, o qual nos permitiu conhecer melhor a realidade dos quatro concelhos, identificar os principais desafios de saúde, necessidades e problemas, os seus determinantes e as oportunidades de intervenção existentes no território”, explicou Lina Guarda, Delegada de Saúde Coordenadora da ULS Arco Ribeirinho.
A partir deste diagnóstico, foi desenvolvido um processo participado, envolvendo profissionais, autarquias, parceiros comunitários e cidadãos, com o objetivo de construir uma visão partilhada para a saúde no território e definir respostas ajustadas às necessidades da população.
A Presidente do Conselho de Administração da ULS Arco Ribeirinho, Ana Teresa Xavier, destacou precisamente a diversidade existente entre os quatro concelhos e a importância de conhecer esta realidade para adequar a resposta em saúde. “Estamos perante concelhos completamente assimétricos, quer em termos de densidade populacional, quer em termos de hábitos de saúde, quer em termos culturais, e isto cria desafios importantes! Temos que ter um mapa epidemiológico para podermos prestar os melhores cuidados, até porque o que é realidade hoje pode não ser daqui a seis meses”, afirmou.
Também Anabela Barata, Vice-Presidente da CCDR LVT, sublinhou a necessidade de uma abordagem abrangente à saúde, que envolva os diferentes setores da sociedade. “Quando falamos de saúde, não falamos apenas de hospitais e centros de saúde, falamos da comunidade. Desde que nascemos até morrermos, a saúde diz respeito a todos nós, enquanto pessoas e enquanto instituições”, afirmou, acrescentando que é através destas sinergias que se pode “fazer algum caminho” e alcançar ganhos para todos.
A sessão terminou com a intervenção da Diretora-Geral da Saúde, Rita Sá Machado, que destacou a importância do Plano Local de Saúde para toda a comunidade, felicitando todos os envolvidos no processo e deixando votos de sucesso para a sua implementação.




A apresentação pública do PLSAR 2030 não fica, contudo, por esta sessão. Nos próximos meses, serão realizadas apresentações públicas em cada um dos quatro concelhos do Arco Ribeirinho, aproximando o plano das comunidades e criando novos espaços de debate e participação.
Mais do que um documento estratégico, o Plano Local de Saúde pretende afirmar-se como um instrumento de mobilização de toda a comunidade em torno da saúde. “A saúde não se constrói apenas nos serviços de saúde. Constrói-se nas famílias, nas autarquias, nas escolas, nos locais de trabalho, nas associações e em todos os espaços onde vivemos e convivemos. É esta a convicção que nos deve mobilizar”, concluiu Lina Guarda.
